quinta-feira, 10 de maio de 2012

da série pensamentos: o que fazer quando se sente odio de uma pessoa



o que fazer quando se sente odio de uma pessoa

assim mesmo, sem acento porque o google é inteligente.
o quão louca eu sou de pesquisar isso na internet? será que tem mais alguém fazendo essa mesma pergunta para o google nesse momento? será que alguém já perguntou no yahoo answers? eu sou muito psicótica de pesquisar isso. por que eu ainda estou me importando com isso? com aquele babaca? achei um link:

ódio é um termo que se origina do latim odiu, que é a paixão que impele a causar ou desejar mal a alguém

desejar mal sim, eu estou desejando que a criatura vá para o fim do mundo, mas não gostei de ter paixão na frase. vai ver que paixão tem outros sentidos em latim. socorro. por que eu ainda estou pesquisando isso? por que eu ainda estou pensando nisso? eu pensei nisso o dia inteiro. não sei se é justo. quem é babaca e trata mal as pessoas vai dormi, e eu passo o dia inteiro lembrando disso. lembrando só não, remoendo a raiva, desejando que o babaca seja promovido ao fim do mundo. 
por hoje chega.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

medo de ficar trancada


paranoica sim. desesperada também.

da minha infinita lista de paranoias,
acho que a que mais conduz a minha vida, é o medo de ficar presa em algum lugar.

odeio elevador;
não tranco a porta do banheiro público, porque acho que posso ficar com a pressão baixa cair e ficar presa;
na sala de aula, quando não sento perto da porta, traço uma rota que seja fácil de sair;
no cinema sento nas pontas;
prefiro sentar perto da porta do ônibus;

mas tudo sob controle, se eu puder controlar o lugar onde estou
o problema é quando a situação escapa do meu controle.

quando o caixa eletrônico fecha às 18 horas e você lembra que não tem nem R$1 na bolsa. quando você lembra disso às 17h58 e saí correndo pela universidade para ir no maldito caixa eletrônico.

grita no meio do caminho: ainda tá aberto???

entra correndo no banco achando que os caixas vão ser desligados exatamente às 18 horas.
obriga a amiga a ir junto.
entra, saca o dinheiro e está na maior alegria porque vai poder comer um maravilhoso e engordurado salgado
na hora de sair, vê que tem um menino na porta, querendo entrar
ok.

vê que ele tentou abrir umas das portas e estava trancada,
vê que ele tentou abrir a outra e também estava trancada.

20 segundos de pânico interno.
puxei uma porta... e estava trancada,
a outra.. estava trancada também.
socorro.

o menino lá na porta, provavelmente rindo do meu desespero
antes que eu começasse a gritar, chamar a minha mãe e o corpo de bombeiros
a amiga me olhou com uma cara de incredulidade com a loucura que estava presenciando
e apertou o botão que destrava a porta por dentro
bem simples.

nesses momentos, me pergunto cadê o buraco para me jogar dentro?



segunda-feira, 2 de abril de 2012

dança

Será que a gente ainda será...
a música começou a tocar
é a sabotagem do modo aleatório
aleatoriamente a música que foi feita para aquele momento começa a tocar

eu não estava dançando
não sei dançar
é diferente, eu estava andando no ritmo da música

ele apareceu
olhei discretamente, mas diretamente
será que ele vai falar comigo?
e o que vai falar?

ele ali na minha frente
com seus olhos meus
com sua barba encostando no meu rosto
Cola, seu rosto no meu rosto
sem nem perguntar nada
ele puxou o meu fone
ouviu por dois segundos a mesma música que eu
a gente mal se conhece

ele pegou na minha mão, segurou na minha cintura
Enrola, seu corpo no meu corpo 
perguntei se sabia dançar
eu não sei
-esquece!
Agora, está na hora de dançar...
dançamos!
abri os olhos e olhei para os lados
ele já tinha desaparecido
Ultimamente, um romance dura pouco


Só de Você
Composição: Rita Lee / Roberto de Carvalho

sexta-feira, 23 de março de 2012

#00. TCC


já foi um drama para escolher tema, para decidir o que fazer, falar com o possível orientador. os próximos meses serão de total desespero para mim -e para todos que me ouvirem falar sobre o tcc. 

decidi finalmente na madrugada de terça-feira (20) sobre o que será e como será o tal trabalho de conclusão de curso. para nós de jornalismo: projeto experimental. decidi depois de um pesadelo terrível, acordei e a insônia não me deixou dormi mais. 

para falar totalmente a verdade não precisei pensar muito, foi só voltar para a ideia que eu tinha desde o segundo ano da faculdade, mas que resolvi jogar fora para inventar coisas mirabolantes, que não são a minha essência.

vou experimentar escrever um livro. vou experimentar fazer cinema. vou experimentar entrevistar muita gente. vou experimentar não gravar as entrevistas. 

em dezembro prometo que volto ao normal.

sábado, 10 de março de 2012

relações invisíveis

foto: Etsy

eu queria que todos soubessem o quanto eu gosto de pessoas que não sabem o quanto eu gosto delas.
também queria agradecê-las, simplesmente pelo fato delas existirem. deixar registrado, que elas são tão importantes na minha vida, que não precisam nem serem minhas amigas, para que eu sinta o maior sentimento de fraternidade do mundo por elas. essas pessoas não sabem, mas eu faria por elas o que elas precisassem.

são pessoas que mesmo que não saibam, me trouxeram até aqui. são pessoas que dividiram um milésimo das vidas delas comigo e fizeram com que eu visse que eu não estou sozinha. foi por causa dessas pessoas, que quando o mundo inteiro e até mesmo pessoas próximas me faziam duvidar de mim ou da minha conduta, eu consegui enxergar que o melhor caminho não é o mais fácil.